sábado, 24 de setembro de 2011

Outro caso...

Quero escrever, escrever tudo, mas nem consigo nem posso. Tenho comigo o segredo de uma pessoa que sofre em silêncio a dor do diagnóstico de um cancro e não quer, para já, partilhá-lo (até porque ainda não  compreendeu e/ou aceitou a ideia).
Antes de mim, o cancro praticamente não existia. Contra mim falo, confessando a minha antiga e longa ignorância e estupidez em relação a um problema desta dimensão.
Depois de mim, não pára. São uns casos atrás dos outros, e já comecei a perder pessoas...
Quanto mais a conheço, mais a odeio, a esta doença malvada.
T.

9 comentários:

Lina Querubim disse...

Verdade!
É a doença do século :( cada vez ouve-se falar disso. Será porque nós tivemos?
Será que sempre foi assim mas nós estávamos alheias a isso???

Beijinhos

Teresa disse...

Também penso isso, Lina. Será que era cega e surda?

Guida Palhota disse...

Eu acho que nem sempre foi assim. E que é mesmo uma doença malvada. E odeio-a. E não suporto que haja pessoas que se afastem de quem a tem. E sei lá!

Beijos grandes, amigas lindas

Teresa disse...

Beijinhos, Guida!!!

Natália disse...

Teresa é normal.
Cancro sempre ouve,agora á mais,mas desde que nos acontece a nós estamos mais atentas...Falamos mais sobre o assunto e conhecemos mais pessoas com a mesma doença.
Infelizmente há muitos anos que o cancro entrou na minha familia,

Beijinhos.

Estela disse...

Embora o número de casos tenha vindo a aumentar o que mudou realmente foi a nossa sensibilidade em relação à doença pois até aqui ela só acontecia aos outros...bjs amiga
Estela

Madalena disse...

O meu pai era enfermeiro e uma das primeiras vezes que eu ouvi falar de cancro, foi à porta do hospital, enquanto esperávamos o nascimento de um bebé, filho de uns primos. O meu pai apareceu, quando tinha de aparecer, com a novidade: uma menina. Mas nao trazia a alegria que normalmente acompanha estes momentos.
Trazia outra notícia: a Dona Maria Gomes tem um cancro do peito. Dizia-se assim, na altura.
Agum tempo depois de ter tirado o um "peito", tirou outro. Mas nunca lhe tiraram a esperança que ela não deixou.
Viveu masi trinta anos. Não foi esta coragem que lhe valeu o nome de uma rua em Odivelas. Foi mesmo ter sido sempre, antes e depois do cancro, uma mulher especial, dedicada à sua causa, a enfermagem.
Esta é uma memória do dia em que fiz sete anos!

Anónimo disse...

De facto é a doença do século... parece que é quase mais fácil ganhar o euromilhões do que escapar a esta maldita doença...
Também penso muitas vezes nisso, que vivia alheia a tudo isto, até ela ter aparecido por aqui... mas por outro lado acho que os casos têm aumentado muito, porque todos os dias, ou pelo menos todas as semana, sem exagero, oiço falar de alguém que conheço, ou que alguém conhece que foi atingido por esta malvada doença...
Porque será que isto acontece, o que provoca tudo isto? Às vezes parece que é a água que está contaminada... tanto são os casos.
Muita força meninas, vamos acreditar que bem vai vencer!
Beijos a todas
m

ERG disse...

É a doença do século sim...e eu acho que pode muito bem estar no que comemos...animais em sofrimento, em cativeiro, em stress...mas como fugir disso? Quando era miúda e não gostava de comer, rezava para que a alimentação se fizesse em pastilhas mas até hoje...nada; elas não apareceram!
(quando era miúda e não sabia contar os tostões também rezava para que acabassem com eles; eles acabaram mas depois veio o euro e os cêntimos...o melhor é estar quieta e não desejar nada!)