quarta-feira, 17 de setembro de 2008

A ajuda da Jo


Ainda não foi desta... Todos os dias penso que vou começar a quimioterapia, mas há sempre mais um passo a dar. Agora, falta uma ressonância magnética que, para efeitos comparativos futuros, tem de ser feita antes do início da quimio. E obedece a outra condicionante: ser realizada ao sétimo dia do período menstrual. Assim sendo, vai acontecer na próxima segunda-feira.

Finalmente, hoje a médica disse que a mão inchada tem a ver com a neoplasia mamária (é mais bonito do que cancro da mama, não é?). Estava a ver que ninguém ligada à "mão de porco", mas desta vez ouvi uma explicação. Infelizmente, já não sei reproduzi-la. Qualquer coisa como gânglios inchados debaixo do braço (?)

O Júnior e eu decidimos hoje pedir uma consulta de acompanhamento psicológico. A médica anuiu, quando comprovada a nossa falta de sintonia nesta matéria. Eu quero organizar tudo para o caso de morrer, ele recusa-se a falar sobre isso. A médica deu-lhe razão, tenho de confessar, e fez o pedido da consulta. De qualquer forma, sobre a Joana, parece que a melhor solução é dizer-lhe o mais possível, dentro dos limites da naturalidade e sem a alarmar: a mãe tem uma doença nas costas, está a tratar, mas os remédios são fortes e, se calhar, vai-lhe cair o cabelo. O conselho da médica é que ela vá comigo cortar o cabelo. Acho que ela vai ser uma grande ajudante e comportar-se à altura da situação.

Bom, assim se passou mais um dia, rumo ao fim deste pesadelo.

Beijinhos.

2 comentários:

Ninia disse...

Mama, temos sentido a falta dos teus posts. Desde quarta que nada... Por favor, partilha connosco os teus "worries and anxieties". Beijos

Gatapininha disse...

Olá Teresa
Vieram-me as lágrimas aos olhos quando li este post.
Eu não tive coragem de dizer nada às minhas filhas. Na altura que descobri que tinha cancro, a minha mãe estava em fase terminal e eu não lhes queria dizer que tinha a mesma doença. O meu marido também nunca quis falar do assunto.
Felizmente, até agora está a correr tudo dentro da normalidade e não sei quando lhes irei dizer.