segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Uma grande perda


Hoje o dia acaba em tristeza. Morreu o avô da Pocahontas, o nosso querido primo e amigo João Eduardo. Uma pessoa fantástica que vai ser sempre lembrada com muitas saudades por todos nós. Deixo um beijo muito grande à minha Ritinha e à Mariana, à São e à João, assim como à Ondina, com uma palavra de muita amizade, e o desejo de que encarem este momento triste com muita coragem. Têm razão na vossa dor. É, de facto, uma grande perda, que atingiu fortemente também este lado da família. Estamos todos convosco.

Muitos e muitos beijos,
T.

12 comentários:

Anónimo disse...

Partiu, sem se poder despedir dos que amava, o meu irmão mais velho, o meu alter ego, o João Eduardo. Mantivemos ao longo de 50 anos uma relação ao mesmo tempo tão próxima e tão distante, como é característica desta estranha família. Mas acho que só hoje, com a notícia do seu desaparecimento, compreendi como era importante para mim e como o amava. Acompanhou os meus pais e a minha tia mais de perto nestes últimos anos, em mais um sinal da sua enorme generosidade e do amor que tinha para nos dar a todos. Adeus meu querido, viverás no meu coração até àquela hora, marcada no grande livro, em que o teu eterno bom humor da minha triste noite de hoje voltará a fazer dia. Um beijo Ondina, São, João, Rita e Mariana. A.

Anónimo disse...

não tenho palavras...
só posso fazer minhas as tuas palavras e desejar muita força a Rita, Mariana, São e à João.
Assim é a vida...:-(
beijos a todos
m

Rita disse...

E por que este espaço se tornou também um meio de comunicarmos uns com os outros, quero aproveitar para te dar um beijo a ti, pela tua perda, e um especial à Ritinha, que teve de se despedir do seu avô querido. Não quero maçar-vos, mas dizer-vos que estou convosco. Já perdi um avô que adorava, todos os dias me lembro dele, mas hoje sei que é uma estrela que está a olhar por mim e pelos que amo. beijos, queridas

Ligia disse...

Perder alguém que se ama é conviver com uma dor que não se consegue sequer descrever, sente-se e faz-nos sofrer muito. Resta-nos recordar com amor e muita saudade tudo o que se viveu de bom.
As todos os familiares um beijinho cheio de força e coragem. Um Xi muito apertado para a minha Ritinha neste momento tão dificil.

Patinho disse...

ritinha, já passei pelo mesmo e é muito duro. E eu sei que tu eras muito ligada ao teu avô. Pensa nos momentos que passaram os dois porque é isso que te vai dar força, a ti e à tua família. As saudades, essas, são imensas, mas acredita que um dia o vais poder abraçar de novo. P.S. tou com saudades tuas

pocahontas disse...

Chora desamparado este coração. Bate depressa, tão depressa que me faz perder o fôlego. Um nó na garganta, umas mãos que tremem, uma vontade compulsiva e desesperada de gritar e perguntar porquê. Um comprimido acalma, faz a mente viajar neste corpo palpitante que não tem posição. Sempre fui assim, de chorar, de sofrer. Sofrer? Não. No dia 27 de Outubro de 2008, o dia em que nos deixaste, percebi o que é sofrer, o que é a dor. Estive 26 anos equivocada em relação à dor. Pensei que sofria, que o mundo ia acabar por isto ou por aquilo. Chorei por coisas que pensava que eram importantes, fundamentais, por tudo, por nada. Hoje sei o que é a dor da perda. Ignorante, deitei tantas lágrimas ao chão por ninharias, sem fazer a mínima ideia de que um dia me iria sentir assim, um fantasma, uma sombra que vai cambaleando entre as horas que passam desde o minuto em que partiste. Contigo vivi muitas experiências, mas acho que a mais marcante foi esta, sofrer verdadeiramente pela primeira vez, sentir uma dor tão grande que aniquila completamente todos os sentimentos que já viveu este coração que insiste, descompassado e corroído em bater-me no peito, na garganta, na cabeça. Dor não é aquilo que senti quando me chateava com os meus namorados, quando achava que a minha vida era miserável, quando discutia com alguém, quando a escola ou o trabalho corriam mal. Dor é ter-te perdido para sempre. Dor é pensar que devia ter passado mais tempo contigo e não passei, é saber que devia ter passeado mais contigo e não passeei; conversado mais contigo, telefonar mais vezes, almoçar, lanchar, jantar ao teu lado. Desculpa, avozinho, se não o fiz. Sei que sentias muito orgulho em mim e que o demonstravas. Eu talvez não tenha feito o mesmo e agora provavelmente nunca saberás o quanto te adoro e que a tua ausência será devastadora. Sei que não gostavas de me ver triste e a única homenagem que te posso fazer é prometer-te que farei de tudo para ser mais feliz. Não sei se há céu, se há outra vida, não sei para onde foste. Sei que jamais esquecerei cada momento que passei ao teu lado e de todas as vezes que me fizeste rir, a mim e a todos os que te rodeavam. Não sei se nos voltaremos a ver, mas sei que te amarei até ao dia que este meu coração, que insiste em bater descontrolado e ansioso, parar como o teu parou, naquele fim de tarde frio de Outono. Não sei as palavras da minha querida irmãzinha que me deu a notícia da tua partida e a tua imagem deitado no sofá, já sem vida, vão parar de me assaltar a alma. Não sei se vou esquecer o dia em que um grupo gigante de pessoas fez questão de te dizer adeus, de te tocar e de te chorar; doze horas em que filhas, netas, primos, sobrinhos, médicos, empregados de balcão, donos de lojas, professores, mecânicos, jornalistas, enfim, centenas de seres humanos que te adoravam, largaram o que faziam para se despedirem de ti. Mas sei, avozinho, que nunca me esquecerei do que aprendi contigo, da tua maneira forte e descontraída de enfrentar a vida, do teu espírito aberto, evoluído, culto, de que eras um gentleman, de sempre foste um verdadeiro amigo dos teus amigos, do teu sentido de humor, da tua gargalhada... Ah, a tua gargalhada, estou a ouvi-la agora.

Teresa disse...

Linda homenagem, Ritinha.
Beij.

Anónimo disse...

Temos mais uma estrelinha no céu. Olha por nós, João, olha por nós. Ainda precisamos muito de ti. A. Aliás, T.

Anónimo disse...

Ritinha,
Tenho a certeza que o teu avô não tinha a menor dúvida dos teus sentimentos, e a vida é mesmo assim, o tempo infelizmente não chega para tudo e para todos.
Tenta fazer como ele gostava e lembra-te sempre do seu bom humor, e da sua gargalhada sonora, e que com isso consigas sorrir.
Tiveste um Avô com A grande assim como um Amigo.
Beijo muito grande e fica em paz, dentro do possível, acalma esse coração com pensamentos e lembranças felizes, que concerteza foram muitos.
beijo grande e muita força!
m

Anónimo disse...

A pessoa que eu mais amava na vida partiu, sem se despedir, sem dizer adeus, como quem diz: "até sempre" ou "até já"... partiu, o meu melhor amigo, o meu adorado Pai. A dor da sua perda é tão devastadora, tão absoluta, que nem todas as lágrimas do mundo chegariam para chorar a minha dor.
Não terei medo da vida meu Pai, não terei medo da morte; sei que estarás sempre comigo, e que irei reencontrar-te um dia.
Obrigada pelo teu amor incondicional, por teres estado sempre do meu lado, em todas as circunstâncias da minha vida, por me teres ajudado a ser a mulher que sou hoje.
A tua luz irradiará dentro de mim, tanto quanto a saudade que deixaste no meu peito.
Hoje, por instantes, transportei as tuas cinzas, agarrei-me ao teu corpo com o coração desfeito, liquefeito, e quase consegui ouvir a tua voz a dizer-me ao ouvido: "Juquinha, filha, estás bem? tens a certeza? precisas de alguma coisa? Não chores mais filha, o teu pai está aqui"
Como se vive sem ti, luz da minha vida? Ajuda-me Pai, porque eu não consigo...

Obrigada Teresa pelas tuas palavras, obrigada querida sobrinha Pochaontas, obrigada A. e a todos os que a aqui deixaram a sua homenagem ao ser humano mais extraordinário que conheci. Que orgulho que eu tenho em ser tua filha.

Até já Pai!

Anónimo disse...

Partiu, não me pude despedir Dele,quando cheguei já era tarde.
A dor é imensa, perdi o meu melhor amigo que me apoiou sempre ao longo da minha vida.Mas sei que esteja ele onde estiver está a dizer-me " Sãozinha sê forte como sempre foste e olha pela tua mãe"

Obrigada Teresa, obrigada A.pelo vosso apoio e obrigada a todos os que deixaram uma mensagem ao Homem mais generoso que conheci na vida,o meu Pai.

Para ti Teresa gostei muito de te ver, sei que és forte e vais ultrapassar a rasteira que a vida te pregou.

Bjs São

Anónimo disse...

que lindas homenagens!
muita força!
beijo grande a todas
m